quinta-feira, 2 de junho de 2011

Oportunidade para as prefeituras do território BR 163.

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS)

Municípios pertencentes ao Programa Territórios da Cidadania e com população de até 50 mil habitantes poderão receber recursos para implantar unidades de apoio à distribuição de alimentos da agricultura familiar. Para isso, eles devem participar do edital de seleção pública do MDS que está destinando recursos de R$ 5 milhões para a ação.

Para participar do edital, os municípios devem inscrever a proposta, até 7 de julho, no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv), do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (https://www.convenios.gov.br/portal/). Além da exigência de participar dos Territórios da Cidadania e ter até 50 mil habitantes, os municípios precisam estar inseridos no PAA. Mais detalhes da inscrição podem ser consultados no edital publicado no portal do MDS (http://mds.gov.br/segurancaalimentar/editais/2011/editais-2011).

Agência Nacional de Águas – ANA

Trata-se de uma convocação para apresentação de projetos de conservação de solos e revitalização de bacias hidrográficas. As melhores propostas serão selecionadas para assinatura de convênios com a ANA no valor de até R$ 500.000,00 por projeto.

A seleção é voltada para órgãos e entidades da administração direta e indireta de Estados e Municípios e está dividida em 2 chamadas:

Chamada 1: seleção de projetos que contemplem ações de conservação de água e solo no âmbito de projetos com pagamento por serviços ambientais (PSA).

Chamada 2: seleção de projetos que contemplem ações de conservação de água e solo nas bacias rios Doce; Paraíba do Sul; Paranaíba; Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ); Piranhas – Açu e São Francisco.

As propostas deverão ser enviadas até o dia 15 de julho de 2011.

O documento, com todas as regras da seleção, está disponível para consulta e download no site http://www.ana.gov.br/produagua/ (página principal, lado direito superior, na seção "AVISO").

CODETER BR 163

Ibama libera Licença de Instalação para Belo Monte

Dando continuidade ao tumultuado processo de licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) liberou ontem(quarta-feira, 01/06/2011) a licença de instalação que autoriza o início das obras.

Noticias sobre o assunto podem ser visualizadas nos seguintes endereços:

http://www.xinguvivo.org.br/

http://diariodopara.diarioonline.com.br/N-134242-IBAMA+LIBERA+LICENCA+PARA+INSTALACAO+DE+BELO+MONTE.html

Fonte: CODETER BR 163.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Procurador: "Polícia do PA não tem condições de apurar mortes"

O procurador da República Tiago Rabelo, que atua em Marabá, avalia que os altos índices de violência no campo em especial na região sul do Pará se justificam pela falta de policiais e servidores responsáveis por investigar os crimes. "A Polícia Civil, hoje em dia, não tem pernas para apurar", comenta. "Nessa região, notadamente, os governantes compadecem com uma polícia pessimamente estruturada".

Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), 1.581 pessoas foram assassinadas no campo nos últimos 25 anos. E a maior parte dos crimes ocorre no Pará. Só em 2010, foram 18 casos no Estado dos 34 registrados em todo o País.

Na última semana, no Pará, foi assassinado o casal de líderes extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo. No sábado (28) assentado Herivelto Pereira dos Santos também foi morto na mesma região. A CPT afirma que o Ministério Público tinha sido informado de que José Cláudio e Maria eram ameaçados, o que Rabelo nega. Ele rebate a dificuldade de ação dos procuradores também com a falta de pessoal.

- A CPT tem razão em evidenciar a propalada impunidade, que de fato existe, mas o Ministério Público Federal não pode invadir a atribuição de outros órgãos, é bom que fique claro - justifica.

Em seguida, aponta que até mesmo os órgãos federais não dão conta das demandas. Rabelo, que é membro da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo e atua em Marabá há mais de dois anos, avalia que muitos servidores se negam a trabalhar na região.

- No Sul e Sudeste do Pará são 38 municípios para apenas dois procuradores da República e nove delegados da Polícia Federal... Ouve-se muito que a Amazônia Legal é prioridade, mas se fosse prioridade mesmo não seria assim. A realidade aqui é de extrema carência de pessoal e de equipamento.

Leia a entrevista.

Terra Magazine - O Pará é o Estado que mais registra assassinatos no campo. Em 2010, segundo a CPT, foram 15. O que explica esse número chocante?

Tiago Rabelo - Nesse ponto, a CPT tem razão em evidenciar a propalada impunidade, que de fato existe, mas o MPF não pode invadir a atribuição de outros órgãos, é bom que fique claro. Mas a impunidade existe. A responsabilidade é muito mais política. A Polícia Civil, hoje em dia, não tem pernas para apurar, eficazmente, esse tipo de crime em que a elucidação da autoria é muito complexa. É preciso dotar as polícias civis do aparato adequado. Na situação que está atualmente é mesmo muito difícil desenvolver uma investigação profícua e célere. É uma questão estrutural e política acima de tudo.

Questão política? O senhor avalia que autoridades locais interfiram pra atrapalhar a investigação?

Falar é fácil, provar é difícil. No âmbito federal, eu não tenho notícias desse tipo de interferência indevida. O que ocorre é uma interferência indireta, porque não se instrumentaliza e não se equipa as polícias da maneira correta. E isso decorre de uma omissão histórica da política. Dos governantes. Nessa região, notadamente, os governantes compadecem com uma polícia pessimamente estruturada.

Quando o senhor fala em equipar a polícia, se refere a que? O que falta?

Principalmente gente. É preciso rever os critérios de lotação de servidores nas polícias e em todos os órgãos públicos aqui na região. Muitas nomeações são subjetivas. Geralmente não se leva em conta a extensão territorial e a dificuldade de acesso aos assentamentos. Só aqui na região de Marabá a gente conta com 503 cujo acesso é extremamente difícil. Em períodos de inverno, praticamente impossível. As pessoas chegam aqui e almejam remoções, saem em alguns meses e muitas vezes não são substituídas. Ouve-se muito que a Amazônia Legal é prioridade, mas se fosse prioridade mesmo não seria assim. A realidade aqui é de extrema carência de pessoal e de equipamento.

Carência nas polícias e no Ministério Público também, é de se imaginar.

Não posso dizer que seja diferente. Aqui somos apenas dois que respondemos por todo o Sul e Sudeste do Pará. São 38 municípios para apenas dois procuradores da República e nove delegados da Polícia Federal. É pouco, até mesmo pela demanda muito grande. Reforma agrária, conflitos agrários, meio ambiente, trabalho escravo, direito à memória e à verdade... infinitas demandas.

Fonte: Terra Magazine / Dayanne Sousa

Disponível e acessado em: http://www.gta.org.br/noticias

Incra investe R$ 1,6 milhão em assentamentos no Oeste do Pará

A Superintendência Regional do Incra no Oeste do Pará investiu, nos últimos seis meses, cerca de R$ 1,6 milhão na construção de casas e apoio inicial a assentados dos projetos agroextrativistas (PAEs) Eixo Forte e Maria Tereza, localizados nos municípios de Santarém e Óbidos, respectivamente. Os recursos, provenientes do Crédito Instalação, beneficiaram 131 famílias.

No PAE Eixo Forte foi encerrada, no último sábado, a etapa de construção de 100 casas em 11 comunidades. Uma solenidade marcou a entrega das chaves de dez novas moradias a famílias da comunidade Irurama. O evento foi prestigiado pelo diretor de Desenvolvimento de Projetos de Assentamento do Incra, Vinícius Ferreira, e pela superintendente da autarquia no Oeste do Pará, Cleide Souza.

O casal Ana Rosa Ribeiro Galvão e Francisco dos Santos, ambos com 62 anos, foi um dos atendidos. Animados com a casa nova, já começaram a ampliar a mobília, com a compra de sofá e rack. "Hoje, eu tenho condição de ajeitar minhas coisinhas", diz Ana Rosa.

O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais de Santarém, Manoel Edvaldo, destacou a participação ativa dos assentados na construção das habitações. Um dos filhos de Ana Rosa e Francisco, por exemplo, auxiliou na construção da casa da família.

Os moradores da comunidade Irurama acessaram R$ 150 mil do Crédito Instalação, na modalidade Aquisição de Materiais de Construção, que corresponde a R$ 15 mil por família. De acordo com a superintendente Cleide Souza, mais 14 casas estão em construção no assentamento. Acompanhada do diretor de Desenvolvimento, Vinícius Ferreira, ela visitou, no último fim de semana, as obras na comunidade Pajuçara, iniciadas há cerca de 20 dias.

No projeto agroextrativista Maria Tereza, por meio da associação que representa os assentados e com auxílio do Incra, 31 famílias operacionalizaram, pela primeira vez, o Crédito Instalação, na modalidade Apoio Inicial, que disponibiliza R$ 3,2 mil por família. Ao valor total de R$ 99,2 mil foram adquiridos alimentos e ferramentas agrícolas, entregues no assentamento no último dia 17.

Fonte: http://www.incra.gov.br/portal/

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Planalto convoca reunião de emergência para conter assassinatos na Amazônia

O governo decidiu reagir dura e imediatamente à onda de assassinatos de agricultores e lideranças ambientalistas em assentamentos da reforma agrária, na Amazônia.

Após quatro mortes na semana passada - três no Pará e uma em Rondônia -, o Palácio do Planalto convocou reunião nesta segunda-feira, com a presença de quatro ministros, para definir como enfrentará o problema. Esse gabinete de crise contra a violência no campo vai atacar especialmente a impunidade.

O governo quer saber se há relação entre as mortes e o clima tenso em que se dá a discussão do Código Florestal - que acaba de ser aprovado na Câmara e seguirá para o Senado. Ontem, o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, foi cauteloso, mas não deixou de manifestar estranheza com o momento dos assassinatos:

- É muito estranho que, de repente, surja tudo isso de uma vez só. Precisamos saber se esse clima agudizou a questão, no sentido de eliminar quem atrapalha o desmatamento.

Carvalho disse que o primeiro passo é evitar a impunidade, garantindo que não só os assassinos sejam presos, mas também os eventuais mandantes dos crimes. Outra preocupação é proteger assentados e lideranças que estejam sob ameaça de morte por sua atuação contra o desmatamento e a extração ilegal de madeira.

- A primeira providência é contra a impunidade: tem que prender todo mundo que fez isso. Agir com muita força para deixar claro que não tem impunidade. E chegar aos mandantes - afirmou Carvalho.

Ele lembrou que a Comissão Pastoral da Terra divulgou lista com o nome de pessoas marcadas para morrer. Daí a preocupação em garantir a segurança no campo e evitar novos assassinatos. Dos quatro mortos na semana passada, três recebiam ameaças constantemente: o casal de ambientalistas José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, do projeto agroextrativista Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna (PA), e o agricultor Adelino Ramos, presidente do Movimento Camponeses Corumbiara, em Vista Alegre do Abunã (RO). José Claudio teve uma orelha arrancada e levada pelos assassinos.

A Polícia Federal, que investigava o homicídio do casal em Nova Ipixuna desde terça-feira, reforçará sua atuação na região. Além de Carvalho, participam da reunião hoje pelo menos os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário) e Maria do Rosário (Secretaria de Direitos Humanos).

Fonte: O Globo.

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